ProcedimentosIndicações para implante de Desfibrilador implantávelDiretrizes e recomendações do Departamento de Arritmia e Eletrofisiologia Clínica (DAEC) e Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (DECA) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) Participantes: Eduardo A. Sosa, Angelo A. V. de Paola, Martino Martinelli, Roberto Costa, João Pimenta, Adalberto Menezes Lorga, Ivan Gonçalves Maia, Cídio Halperin. Introdução O surgimento dos cardioversores- desfibriladores implantáveis (ICDs), com tecnologia sofisticada pela incorporação de funções cada vez mais complexas e a associação de mecanismos anti-bradicardia, obrigou a criação de novos critérios de identificação de tais dispositivos. Assim, foi criado o código NASPE/BPGE para desfibriladores implantáveis, recentemente aprovado pela Junta Curadora (Board of Trustees) da NASPE. A Tabela I resume este novo código. Tabela I - Código NASPE/BPEG para desfibriladores
Definições do Código Posição-I: Posição-II: Posição-III: Posição-IV:
Utilização Prática As posições I e II devem ser utilizadas em todos os casos, sendo suficientes para descrever os desfibriladores que não apresentam estimulação anti-bradicardia e detecção hemodinâmica, dispensando-se assim as posições III e IV. A posição III deve ser utilizada sempre que a detecção hemodinâmica estiver presente. As posições III e IV devem ser utilizadas sempre que a informação sobre a estimulação anti-bradicardia for importante.
Identificação resumida Código NASPE/BPEG para Cardioversor/Desfibrilador implantável (ICD) ICD-S = com capacidade de choque, apenas. ICD-B = com estimulação anti-bradicardia, além do choque. ICD-T = com estimulação anti-taquicardia, além do choque. Opções de identificação de ICD (NASPE/BPEG)
Indicações Classe I A - Um ou mais episódios documentados de TVRH (taquicardia ventricular com repercussão hemodinâmica)/FV (fibrilação ventricular), nos pacientes em que o Holter e o EEF não podem estabelecer eficácia terapêutica preditiva. B - Um ou mais episódios documentados de TVRH/FV, em pacientes nos quais o tratamento medicamentoso não é efetivo ou não é tolerado. C - Indutibilidade persistente ao EEF de TVRH/FV, apesar de tratamento medicamentoso e/ou ablação por cirurgia/cateter.
A - Um ou mais episódios de TVRH/FV nos pacientes em que a eficácia terapêutica com fármacos é possível. B - Síncope recorrente de etiologia indeterminada, em pacientes com TVRH/FV induzidas ao EEF nos quais o tratamento medicamentoso não é efetivo ou tolerado.
A - Síncope recorrente de etiologia indeterminada, em pacientes nos quais não se induz taquiarritmias. B - Arritmias não relacionadas à TVRH/FV.
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