Quem já teve sabe o que é sofrer com unha encravada , calosidades, micoses ou
rachaduras nos pés. Problemas desse tipo podem comprometer tanto a vida pessoal
como a profissional, impedindo muitas vezes a pessoa de usar tênis, sandálias ou
sapatos sociais. Além da dor, há a questão estética.
Felizmente, hoje em dia só sofre com dores nos pés quem quer. A podologia,
ciência que estuda os problemas e alterações externas do pé, já conta com
técnicas avançadas para o tratamento e correção das onicopatias (doenças das
unhas) dos pés, principalmente no que refere às deformidades da unha.
Segundo Isabel Pereira, podóloga do Planet Hair, formada pelo Senac Saúde, e
com especialização em pés diabéticos, a podologia ajuda a reduzir a incidências
de problemas graves e dá aos pacientes condições de conviver pacificamente, com
outras doenças, como é o caso da diabetes. "Mesmo quem não sofre de nenhum mal,
deve procurar periodicamente um podólogo, para prevenir doenças e manter a saúde
dos pés", alerta.
A profissional explica que os problemas mais conhecidos e que são facilmente
resolvidos são as calosidades, micoses, olho de peixe, deformidades das unhas e
fissuras. "O mais comum é a UNHA ENCRAVADA, resultante da penetração de um
pedaço de unha no tecido lateral. Em geral, há infecção e formação de tecido de
granulação exuberante".
Nesses casos, o tratamento é feito com o auxilio de órtoses, aparelhos usados
para correção definitiva de unhas encravadas, e com o clip system, acrescenta
Isabel. "A órtese é usada em unhas mais grossas. Dois braquetes (iguais aos
usados em aparelhos dentários), tracionam a unham para que ela volte ao seu
lugar. No caso do clip system, que é indicado para as unhas mais frágeis, uma
fibra de memória molecular é que faz a tração".
Para micose, o tratamento é bastante eficaz. A podóloga retira a parte doente
da unha e recobre-a com uma resina. Na maioria dos casos, a unha cresce perfeita
embaixo da resina. A podologia também trata e ajuda na prevenção das
imperfeições nas estruturas ósseas dos dedos dos pés, como os joanetes.
Uma boa dica de prevenção, de acordo com Isabel, é procurar cortar as unhas
dos pés em formato reto, para que seus cantinhos não cresçam no sentido errado
ferindo a pele. "Os tratamentos têm duração média de uma hora, incluindo a
reflexologia (técnica de relaxamento podal) de vinte minutos".
PREVENÇÃO EM PÉS DIABÉTICOS
Todo cuidado é pouco para quem tem pés diabéticos, acrescenta Isabel. "A cada
consulta, o podólogo deve fazer uma inspeção dos pés para avaliar a presença de
unha encravada e/ou deformada, calosidades, fissuras, bolhas, úlceras e
interdigitais, além de inspecionar os calçados, verificando a presença de pontos
de atrito ou pressão plantar excessiva e desgaste irregular".
O podólogo deve orientar o paciente a observar se a pele está muito seca, com
rachaduras, áreas vermelhas e descamações. "A pessoa com diabetes deve examinar
constantemente entre os dedos e as unhas, ter muito cuidado com a higiene,
utilizando sabonete neutro de glicerina, e precisa enxugar bem os pés, com
toalha macia, sem friccionar", enfatiza Isabel.
Hidratação, uso de meias limpas e folgadas, de preferência de algodão e sem
costuras rígidas, sapatos confortáveis de couro fino, sola maleável e sem
costuras internas, são outros itens que devem ser observados.
Isabel dá as seguintes dicas sobre os calçados. Eles devem ser comprados na
parte da tarde, pois os pés estão mais inchados e , é aconselhável que eles
sejam um número maior do que o habitual. É importante verificar se todos os
dedos estão movendo-se dentro dos sapatos, para que fiquem confortáveis. Outra
sugestão é usar o sapato novo um pouco a cada dia, até que o pé esteja
perfeitamente acostumado.